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Aqui você se encontra, literalmente…
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  • 12 anos juntos

    Postado em January 27th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 2 comentários

    Em 28/01/2000 foi nossa primeira viagem. Já tínhamos ficado, acredito que duas vezes, mas nesse dia decidimos que seria nossa data. 28/01 pelos próximos anos. Em 28/01/2007 começamos a morar na mesma casa, após sete anos juntos. Uma decisão planejada ao menos quatro anos antes. Tivemos muitas conquistas juntos. E todos os anos fazemos questão de comemorar esse dia juntos em algum lugar diferente em que nunca estivemos. Foram 11 anos assim. Apesar de não estar perto pra poder comemorar mais um ano juntos a nossa data tão especial, receba essa mensagem como uma singela homenagem. Parabéns, Mariana, pelo nosso 12º aniversário juntos. De seu marido que te ama muito e muito.

  • About Accommodation to Students in New Zealand

    Postado em January 26th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 1 comentário

    Estudar em Nova Zelândia é algo comum. As pessoas aqui estão acostumadas com isso. Quando você vai a algum lugar e diz que é estudante, as pessoas te compreendem, tem paciência. Muitas vezes você não precisa nem dizer, pois é fácil reconhecer um estudante. São tantos estudantes que acomodação aqui virou um grande negócio. Assim, as acomodações se dividem em dois tipos aqui em Nova Zelândia: Flat (Apartamento) ou Homestay (Casa de família).

    Quem mora em Flat normalmente mora perto da escola, está no centro, não precisa pegar ônibus para acessar um monte de coisas, está mais perto da balada, dos pubs, dos acessos a estradas para viajar, mais perto de tudo. Os Flats costumam ser compartilhados. Um colega da escola, Alessandro, morava (já voltou para o Brasil) num Flat onde viviam 10 pessoas. Isso mesmo 10 pessoas. Eram 3 quartos, um de 4 camas e 2 quartos de 3 camas. Apesar de parecer ser muita bagunça, existem regras no mesmo, por exemplo, cozinhar, ligar o som ou TV depois das 10 é proibido. Tinha câmera apontando pra cozinha e o dono, que morava num Flat próximo, vigiava todo mundo. Alessandro dizia que esse era o verdadeiro Big Brother.

    Pensem em 10 pessoas, de ambos o sexo, nacionalidades diferentes, nível der inglês diferentes e convivendo no mesmo ambiente. Dois banheiros, um fogão e uma geladeira. Imagine chegar com fome, querer fazer algo pra comer e ter 9 pessoas na sua frente querendo a mesma coisa. Pra esse tipo de acomodação paga-se em torno de 200 dólares semanais. Se tiver muita grana, pode até pagar um Flat sozinho, mas vai custar algo em torno de 500 por semana e é muito difícil de achar. Normal mesmo é algo pra 5 pessoas. Você paga em torno de 300 dólares semanais. Mas em compensação não tem o custo de ônibus e trem, aproximadamente 40 dólares semanais, depende da distância da sua casa.

    Ônibus aqui você paga pela distância que percorre, por exemplo, quando você entra no ônibus, você diz onde vai descer ao motorista e paga pra ele mesmo o valor da viagem. No meu caso, custa 4.50 dólares a ida e mais 4.50 a volta. Mas pode variar de 2 dólares a 4.50. Sempre funciona na honestidade. Se você vai descer num bairro tal, tem que dizer qual é. O que falar é que o vale. Se mentir, corre o risco de o motorista parar o ônibus e pedir pra você descer, já que pagou só por um pedaço da viagem. Como os ônibus raramente são cheios, é perfeitamente possível acontecer. Além disso existe uma pontualidade invejável dos ônibus. Em todo ponto tem os horários que eles vão passar. Impressionante como funciona.

    Voltando as estadias, em Homestay você tem um quarto só pra você. Alguns até banheiro privado. Não precisa se preocupar com refeições, pois eles arranjam tudo. Se eu ficar em casa o dia inteiro, tenho as três refeições garantidas aqui, além de poder beliscar algumas coisas. Eles costumam lavar suas roupas e até fazer lanches pra você levar pra escola. Com todos que eu converso, assim que funcionam suas homestays. Nesse ponto é muito bom. Mas tem o lado negativo que é agir de acordo com as regras da casa, ou seja, quer jantar, esteja aqui na hora do jantar, ou “perdeu praybóy”. A internet é totalmente controlada, tipo 15 minutos por dia, não pode querer conectar seu notebook, só usar o da casa, e apenas para ver e-mails. Os banhos são controlados, no máximo 1 por dia e nunca ultrapasse os 10 minutos no chuveiro. Precisa ficar dando explicação de onde vai, quando volta, se vai jantar. Eles verificar como está na escola, tipo, se está estudando bem ou se fez seu “homework”..

    Um colega da minha classe, não importa o que está fazendo, se tiver passando das 17:30, ele já diz que precisa ir embora, pois se chegar depois das 18:30 na casa dele, adeus jantar. É linha dura em algumas casas. Ou você respeita as regras, ou está fora e deve procurar outro lugar pra morar. Nesse ponto a minha homestay é muito tranqüila, não tenho nenhuma dessas regras. Costumo chegar depois das 19:00 em casa, nunca tive que ligar pra avisar nada. Uso a internet sempre que quero, com meu notebook. Só tenho que dividir a Internet com o China, mas é tranqüilo (De vez em quando ele resolve dar uma de hacker e fode a porra a da Internet, como fez essa semana. Ficamos 2 dias sem Internet). Até cerveja a mulher já comprou pra mim, umas três vezes fui jantar e a cerveja estava sobre mesa pra mim. Sinceramente, dei muita sorte, não há do que reclamar.

    No começo acho que é muito importante começar em uma casa de família. É um auxílio legal, as pessoas realmente se preocupam com você, e, conseqüentemente, você não tem que se virar sozinho pra aprender as coisas. Naturalmente após um ou dois meses os alunos, com mais experiência, contatos e amigos, migram para apartamentos no centro, devido a liberdade e proximidade de centro e da escola, perto da balada e no local que as coisas realmente acontecem.

  • Happy New Year, People Chinese

    Postado em January 24th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 1 comentário

    Nesse fim de semana se comemorou o ano novo chinês, acho que a maioria já sabe. Eu fiquei sabendo no domingo cedo, as 08:30, quando a menina chinesa que estava viajando conosco acordou todo mundo com “HAPPY NEW YEAR”. Aí fui entender que era o raio do ano novo chinês. Eles comemoram de uma forma diferente. Agora, segundo o calendário deles, estão no ano 4710, e esse novo ano é o ano do Dragão e acaba somente em 10 de fevereiro de 2013. Just a little of culture…

    Como estava viajando com uma chinesa, tive que ouvir dela o dia inteiro “HAPPY NEW YEAR”. Além dela telefonando pra todo mundo na china e recebendo ligações. A cada uma hora ela dizia, “HAPPY NEW YEAR” e enchia o saco de todo mundo. No final da viagem, já não via a hora de me livrar daquela menina e descansar sossegado em casa.

    Assim, ao final da viagem, cheguei em casa no domingo por volta das 18:30 e, pra minha surpresa, tinham algumas pessoas almoçando na casa, junto, é claro, como meu roommate que é chinês. E, devido a isso, a dona da casa fez uma comida especial. Aliás, ela sempre faz comidas especiais e diferentes, ele adora cozinhar e inventar pratos. Algumas vezes ficam muito bons, outras nem tanto, mas é divertido, porque você come sempre coisas diferentes.

    Mas falando do prato especial, ela fez uma comida chinesa onde o prato principal era meio que um frango cozido. Não vou dizer que gosto de tudo, só que não ligo de experimentar algumas coisas. Mas tem duas coisas que não eu consigo comer: frango cozido e ovo mole. Ovo mole até encararia na boa, mas frango cozido não.

    Não teria problema nenhum eu declinar a refeição, se fosse um dia comum. Mas imaginem a cena. Eu chego de viagem, sou recebido muito bem, todo mundo muito feliz, mesa cheia, o china muito contente com a homenagem, minha homestay me agradando, já faz eu sentar na mesa, faz meu prato e coloca pra eu comer. Todos na mesa conversando e já no final do prato me olhando comer. Ficou difícil de dizer que não gostava daquela comida, concordam?

    Acho que eu nunca demorei tanto pra comer um prato. E nunca bebi tanta água junto com uma refeição. Ainda bem que sempre a mesa existem um monte de temperos, aqui em nova Zelândia, aí lembrei do Trovó falando que comida ruim a gente taca pimenta que fica boa… Taquei pimenta na comida. Uma das pessoas a mesa me perguntou se brasileiro gostava muito de pimenta. Nesse momento respondi em inglês, yeah, people usually like spicy food, mas pensei em português, pra comida ruim a gente taca pimenta. “HAPPY NEW YEAR” filho da puta…

  • Discovering Amazing Places in New Zealand

    Postado em January 22nd, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 1 comentário

    Nesse fim de semana foi a vez de conhecer algumas praias na região de Auckland. Piha, Helensville, Parakai, Mangawhay Heads foram algumas delas. Fotos no Facebook. As praias eram fantásticas, mas tão atraentes quanto as praias, são as vistas durante as viagens. Algo impressionante. Sempre tínhamos que parar pra tirar fotos.

    Interessante são as pousadas e os costumes. Primeiro que hotel aqui é Motel, como em outros países. Ir para um Motel aqui só significa que você quer um lugar para dormir, nada mais. Um motel aqui, dependendo da cidade não custa mais que 40 dólares por pessoa. Mas também você só tem direito banho e cama pra dormir, mais nada. Na maioria deles, coberta você precisa alugar, custa 5 dólares no máximo. Toalhas e sabonetes são luxos. Carregue os seus durante a viagem ou bom banho será algo complicado. De sexta pra sábado nos hospedamos num Motel na cidade de Hellensville.

    Mas o mais conhecido meio de se hospedar aqui e em qualquer local aventureiro no mundo é em Backpacker, um albergue da vida. Devido aos preços, a maioria dos estudantes e mochileiros sempre se hospedam em locais como esse. Como os motéis, você paga apenas pra tomar banho e dormir. Esse último tinha apenas dois banheiros pra todos os quartos do local. Uma cozinha comunitária onde você pode fazer seu café com as coisas que você compra, junto com uma geladeira comunitária. Nada de luxo, mas também pelo preço. De 25 a 35 dólares por cabeça. Depende de como você quer dormir. Num quarto com 3, com 4 ou até num quarto onde já tem pessoas dormindo e você aluga apenas uma cama.

    Hospedamo-nos num backpacker meio maluco. Primeiro, dentro da casa (era quase uma casa com um monte de quartos) você não podia entrar calçado com qualquer coisa, sempre descalço. Tinha que deixar lá fora chinelos, sandálias ou tênis, e o pessoal deixa pela noite inteira sem se preocupar se alguém os roubará. Segundo, que o dono não ficava no local e não havia qualquer recepção. Chegamos e tinha um aviso pra ligar para um número, pelo telefone dele mesmo, que chegaria até o local em 10 minutos. Após isso, chega um homem, apresenta as acomodações, recebe a grana (alguns lugares só dinheiro), agradece e vai embora. Deixou lá todos os hóspedes a vontade, sem ter a menor preocupação se alguém levaria suas coisas. Além disso, os quartos não tinham travas. Tudo na base da confiança, mas tudo funciona muito bem. Agora e se fosse no Brasil? Ia chegar no outro dia e não ia encontrar nem as camas.

    O tempo aqui em New Zealand, tenho que admitir, está muito bom. Pensei que nunca fosse escrever algo assim, mas é a verdade. Tem dias que, incrivelmente, que não cai uma gota d’água. Isso aconteceu em somente em dois dias, mas aconteceu. Nos outros dias, muitas vezes amanhece com sol e chove a tarde. Se olharem nas fotos, sempre existem muitas nuvens, porque raramente um dia faz sol o dial todo.

    Por falar em sol, isso é algo um tanto perigoso aqui. Apesar de nunca ser tão forte, quando comparado ao Brasil, Nova Zelândia está localizado num local onde existe um buraco na camada de ozônio, e isso faz com que, mesmo fraco, o sol seja muito perigoso. Você precisa o tempo inteiro estar com protetor solar. Nas praias os pontos com sombra são os mais procurados. E aqui, não entendo porque, você não vê guarda sol nas praias. Aliás, também não se vê Teletubbies vendendo algodão doce, ninguém vendendo queijo-coalho, camarão, cerveja, e ninguém catando latinhas. Sinceramente tem horas que faz muita falta. Você tem que levar tudo pra praia, nada é vendido lá.

    E pra completar a viagem, alugamos um carro e fui um dos motoristas. Alguém já tentou dirigir do lado contrário da via? É maluquice total. Seu cérebro fica meio confuso. A seta é do lado contrário também e errei umas 30 vezes, acabava ligando o limpador de para-brisas. A sorte é que aqui só se alugam carros automáticos, senão, passar a marcha pela mão esquerda era mais uma coisa pra acostumar-se. Mas o pior são as vias, ter que ficar do lado esquerdo. E aqui praticamente todas as ruas, avenidas e estradas são de mão dupla e com faixa branca no meio. Isso dá mais confusão. É perigoso, porque se você esquecer, dá de cara com outro carro. Tem que estar muito atento, principalmente nos cruzamentos, pois é muito fácil fazer querer voltar para o lado direito. Eu quase cometi algumas cagadas, mas a galera no carro gritava e eu voltava para a faixa da esquerda. Isso é que eu chama de direção assistida. Tensão total…

  • Some differences between Brazil and New Zealand

    Postado em January 19th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira Sem comentários

    New Zealand é um país maravilhoso, cheio de paisagens fantásticas e muitos lugares lindos pra se conhecer. Mas, como em todo país, existem culturas próprias e que pra mim são um tanto diferentes do que estamos acostumados. Abaixo algumas coisas que aprendi aqui e que merecem comentários.

    Lixo orgânico aqui é algo não comum. As pessoas em casa procuram não fazer lixo até porque o carro de lixo passa apenas uma vez por semana. E ele recolhe apenas uma sacola especial comprada em supermercado que custa caro, acredito que uns 10 dólares por pacote com 10. É uma espécie de taxa de lixo que a Marta quis cobrar em São Paulo. Aqui você paga na sacola. Por isso fazer lixo aqui não é normal, pois custa caro se desfazer dele. E isso incrivelmente funciona. As pessoas entendem o recado.

    O exemplo mais estranho é que nos banheiros não existem cesto de lixo. Você acaba de fazer as necessidades e antes de dar descarga, deve se limpar com o papel higiênico, jogar dentro do vaso e só depois dar descarga. É muito estranho no começo. Quando cheguei aqui em NZ, no Aeroporto, usei o banheiro e não tinha a menor idéia o que fazer com papel.
    Acabei jogando na privada achando que fazia algo errado, mas depois descobri que é isso mesmo.

    Muita gente fica na dúvida se não entope a tubulação, mas pelo que entendi, já foram construídas para suportar esse tipo de demanda, ou seja, suportar todo o lixo que nele vai. E não é só papel que vai na privada. Devido ao preço das sacolas especiais, dias de recolhimento e limites de lixos, muita gente joga resto de comida e muitas outras coisas na privada. É isso mesmo. Casas que conseguem ter um triturador, ok, mas a maioria das casas não tem, como a minha, assim, alguns lixos vão privada abaixo.

    O País é completamente fissurado pela natureza e reciclagem de lixo. Toda casa tem obrigação de separar lixos recicláveis. É uma obrigação cultural, mas as pessoas fazem. E o governo anuncia o quanto ele deixa de investir em nisso ou naquilo por não reciclar todo o lixo que deveria. O anúncio visa mostrar o dinheiro perdido e que a culpa é da população que não colaborou como deveria, separando o lixo. A cada duas semanas existe uma coleta apenas de lixo reciclável, além de existirem vários lugares aptos e receber esse tipo de lixo.

    Em toda a cidade existem vários coletores de lixos recicláveis. Aquilo que temos no Brasil em pouquíssimos lugares, aqui é encontrado em qualquer esquina, não importa se está na cidade, montanha, praia, sempre existem. Engraçado como funciona, e como a cultura se espalha. Um colega da escola está com um celular que não funciona e precisa jogar fora faz 30 dias, mas sabe que não pode jogar em qualquer lugar, e não joga. Está esperando uma oportunidade pra ir até o local correto onde se jogam lixos desse tipo pra se desfazer dele. E se fosse no Brasil?Alguém tem dúvida do que ele faria?

    Deixando o lixo de lado, existem outras coisas diferentes aqui. Direção contrária é uma delas, mas essa não é algo característico apenas daqui. Inglaterra e Austrália estão nessa lista. É muito estranho sentar e dirigir do lado direito, dar seta do lado esquerdo, andar na mão esquerda de uma avenida. Vou fazer a prova disso nesse fim de semana, alugamos um carro pra viajar pelas praias. Vou poder dizer mais sobre isso semana que vem.

    Internet aqui é algo totalmente controlado e caro. Existem limites de bytes. É proibido baixar músicas ou filmes. Ah, mas todo lugar é e todo mundo baixa. Só que aqui sua internet é totalmente controlada e rastreada. É lei federal isso. Os provedores rastreiam tudo e se algo for identificado como um download irregular, um policial vem bater aqui na sua porta, simplesmente isso. Ou multa ou cadeia.

    Bebidas alcoólicas aqui na Nova Zelândia são totalmente restritas a grandes supermercados, casas que somente vendem bebidas, pubs e boates. Ou você bebe nos pubs ou boates, ou bebe em casa. Nas ruas ou locais abertos, praças praias, que existe público, não se bebe bebidas alcoólicas. Em carros, em hipótese alguma. Não somente o motorista, mas ninguém deve beber. Se você for parado e existir bebidas no carro, com certeza terá problemas, principalmente estrangeiros. A grande idéia aqui é evitar que pessoas menores de 18 anos vejam cenas de pessoas bebendo. Você é advertido, caso seja pego por policial, sua bebida vai pro lixo, você pode ser multado ou até preso, se tiver perto de escolas.

    Preço médio de uma cerveja no mercado é de 2 dólares. Nos pubs 5 dólares. Estudantes bebem vinho, por ser mais barato. Com 8 dólares é possível comprar um vinho razoável. Caro aqui é pinga. Uma 51 custa em torno de 40 dólares. Uma Sagatiba uns 80. Isso mesmo, bem caro. E um quilo de limão que custa 30 dólares. Já viram que caipirinha aqui é quase impossível de alguém vender. Custaria uns 30 dólares no mínimo. Acho carne meio carro, média de uns 20 dólares um quilo de alcatra. De resto, acho que está na média do Brasil.

    Uma coisa bacana aqui é que leis realmente funcionam, diferente do Brasil. Se a velocidade é 100, você está a 101, multa. Ah, mas tem tolerância tal e não sei o que. Aqui, não malandro. Aqui se é lei, está escrito, não faça diferente. E a multa normalmente é na hora. O guarda te alcança e aplica a multa. E você deve pagar na hora ou ainda terá uma sobretaxa pra pagar no banco.

    Existe mais um monte de coisas diferentes do Brasil, como salário que é negociado o valor hora e você recebe semanalmente. Também se paga aluguel semanalmente. Não se cobra serviço ou couvert em restaurantes ou pubs. Almoço aqui é, na maioria das vezes lanche e sempre corrido, o café é bem reforçado, e a grande refeição do dia é o jantar. Se come muito no jantar e ele costuma ser em torno de 06:30 hs. Aí, claro, dorme-se cedo.

    De acordo que for descobrindo mais coisas sobre esse lugar, vou postando e deixando todos informados sobre os costumes de NZ. Just a little of culture

  • Travelling in New Zealand

    Postado em January 16th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 3 comentários

    Já estavam com saudades? Calma, negada, não pensem que todo dia vou ficar escrevendo aqui. Agora os dias tem ficado mais corridos, além de finalmente as chuvas aqui darem uma certa diminuída e, assim, eu consegui sair um pouco da mesma rotina de todos os dias: casa, centro da cidade e escola (quando eu digo “deram uma certa diminuída” significa que não chove mais pra caralho como chovia, mas continua chovendo todos os dias aqui, não tem jeito).
    E, como comentado abaixo, minha decisão foi viajar com os brasileiros. Abdiquei de um fim de semana falando inglês para fazer umas das viagens mais incríveis da minha vida. Não fiquei nenhum um pouco arrependido (ainda mais porque não tive que conversar com nenhum coreano filho da puta). Esse país é fantástico. Nova Zelândia é algo que só se vê em cinema. É um lugar mais bonito que o outro.
    Pois bem, a aventura começou na sexta a tarde, após a aula. Um grupo de brasileiros, gente boníssima, e grandes companhias para uma viagem fantástica. Alugamos uma Van para oito pessoas e saímos sentido vulcões de Nova Zelândia. Isso mesmo, vulcões.
    Viajamos por cerca de 5 horas, quase 400 Km. No caminho uma parada pra conhecer o Hamilton Gardens . Um lindo lugar com jardins de todo o mundo. Parece coisa de boiola um passeio como esse, mas realmente o lugar impressiona até homens muito machos como eu (sem rir aqui). É muito bem organizado, cheio de detalhes na forma como cada jardim demonstra seu país, além de ser free. Algo desse tipo no Brasil já ia ter um monte de maloca fazendo churrasco debaixo de qualquer sombra do parque.
    Após isso chegamos em Tongariro, lugar mais próximo do Nation Park. Conseguimos uma boa casa lá para dormirmos sexta e sábado. Fomos ao parque no sábado de manhã. Só estando lá pra saber como é incrível o lugar. Chegamos apenas na metade do caminho, na primeira montanha dos vulcões, a quase dois mil metros de altura. Uma caminhada de 9 Km pra ir e mais 9 Km pra voltar. Pra ir, muita subida e dificuldades, chuva, frio do cacete. E um vento que eu nunca vi igual. Lá em cima o vento parecia que ia te jogar pra baixo e sensação térmica abaixo de zero. Em alguns pontos mais acima dava pra ver gelo nas montanhas. Muita gente não continuou o percurso devido as dificuldades que estavam aquele dia. Dava a impressão que as mãos congelavam. Não tinha qualquer sensibilidade ou equilíbrio pra bater fotos lá em cima. Muitas fotos só na volta quando o sol começou a aparecer e deu uma melhorada na temperatura.
    A noite cansaço total, só umas cervejas e vinho pra relaxar. No domingo, no caminho de volta, conhecemos uma queda d’água em Taupo. Após isso, fomos para outra cachoeira em Reglan, a Bridal Veil Falls. E por fim a fantástica praia de Ragan, a mais cobiçada pelos surfistas em New Zealand e talvez no mundo. Um grande passeio para um fim de semana. E pra finalizar, tinha que passar em Te Uku. Uma cidade pequena, com um cheiro não muito agradável, mas que era muito acolhedora. Apesar de ser rápido minha passagem, foi muito agradável estar em Te Uku.
    Para os que não param de me aporrinhar, basta não chover descontroladamente aqui que é perfeitamente possível conhecer bons lugares. Ainda essa semana vou postar sobre o que estão me pedindo nas mensagens. Se quiserem saber sobre algum outro assunto, postem aqui no Site que e, assim que possível, escreverei sobre. Fotos apenas no Facebook porque o Mané aqui não lembra mais como colocar fotos nesse site. Esqueci completamente logins e senhas dos acessos ao banco de dados do Site. Good Week for you.

  • Brazilian People in New Zealand? A lot…

    Postado em January 11th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 3 comentários

    Havia comentado anteriormente que brasileiro aqui não era maioria, Até que não havia muito. Realmente maioria não é, mas que tem um monte, isso tem. Vi até Santista com camisa aqui, além de mim (chupa Raul). Um monte mesmo de Brasileiros. Pra tudo que é lado eu os encontro. No curso, hoje vi um grupo conversando perto da minha sala, uns 10, todos brasileiros, reunidos e falando em… português é claro. E aí não tem jeito, você puto de não entender o que esses cornos desses coreanos dos infernos falam, vai dar um descanso pra mente e vai conversar com… Brasileiros em.. Português. E aí assunto não falta quando nos juntamos, é uma beleza.
    Na verdade o que estou descobrindo aqui é que os grupos estão montados. As pessoas já tem seus amigos da mesma nacionalidade porque a maioria vem pra cá já com indicação de alguém que já está aqui. Isso acontece com a maioria dos alunos. Quando dá um intervalo, almoço, todos formam seus grupos e saem. Ninguém sai procurando amigos. Ninguém quer ficar falando inglês o tempo todo com alguém que não é amigo, que não conhece direito. Os coreanos (dos infernos) já se juntam e formam seu grupo. Japoneses, Chineses e qualquer outro oriental a mesma coisa.
    E assim também fizeram os brasileiros. Se juntam, formam grupos e dessa forma fazem as coisas, viajam, almoçam, lancham, confraternizam etc. Assim, não tem jeito, vou ter que escolher se mudo de estratégia e começo a andar com Brasileiros, ou andar sozinho a viagem inteira tentando conversar com esses filhos da puta mal humorados dos coreanos. Só falando com um pra entender o que estou dizendo.
    Descobri também que a maioria aqui veio pra ficar ao menos 3 meses. Muitos 6 meses. E, baseado nisso, sabendo que tem tempo de sobra, não tem nenhuma pressa pra aprender o idioma. Se o cara fiar aqui 6 meses e não aprender um inglês básico, só se ele se esconder de todo mundo. Em menos de 1 semana eu já consigo conversar com alunos, vendedores e em restaurantes tranquilamente. Só está mesmo complicado entender bem a dona da casa aqui. E ela fala pra cacete. Fala muito. Consigo entender bastante coisa, mas ela não facilita no inglês, usando frases mais simples, como fazem professores ou até o comércio em geral. Mas até o final da viagem vou entender tudo que essa mulher fala, não é possível.

  • Raining in New Zealand? Are you kidding?

    Postado em January 10th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 2 comentários

    O pessoal está me pedindo fotos aqui da cidade, das vistas maravilhosas de Nova Zelândia, das paisagens, das praias. Pois bem, o problema é que chove, mas chove pra caralho nesse lugar. Vocês não tem noção. Acho que só a região serrana do Rio de Janeiro deve chover mais que aqui (Notícias da internet dizem isso). Dizem que há um fenômeno natural passando pelo país, um El Nino da vida, e que está causando isso. É algo raro e que acontece a cada 100 anos, e advinha em que ano o filho da puta do fenômeno veio querer passar por aqui? E não só o ano, mas adivinha o mês que o corno escolheu encher o saco aqui no país? E tenho certeza que ele vai embora no começo de fevereiro e o sol volta a aparecer.
    No fim de semana foi chuva de sexta a tarde até domingo a noite. Segunda cedo parou um pouco, mas a tarde novamente, e hoje de manhã, e a noite. Se continuar assim, não vou conseguir fazer nada no fim de semana, não vou conhecer nenhum lugar diferente.
    Ou seja, não é que não quero colocar fotos, é que não tenho fotos pra colocar. Só tenho fotos da vizinhança, de um monte de casas e comércio local. Quem vai querer ver isso? Aqui chove tanto, que estou com esse tempo todo disponível pra ficar escrevendo texto pra vocês. Ou vocês acham que se tivesse sol eu teria escrito tudo isso?
    Um parêntese sobre um post anterior. Não é que tem caras andando de pochete aqui. Já vi uns três…

  • Starting Classes

    Postado em January 9th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 2 comentários

    Hoje começaram as aulas. Tenho obrigações aqui e não posso faltar com elas, preciso estar estudando ou perco meu visto de estudante. Basta que eu falte mais de 15% das aulas sem justificativa alguma. Não posso viajar pra algum lugar mais longe e abandonar as aulas assim, just for fun, como eles dizem. É como um trabalho, todos os dias das 09:00 as 15:15, saio da casa as 08:00 e chego só a noite, pois fico nos programas after class que a escola promove, como visita em museus, futebol e rugby, sinuca e até encontros em algum pub, algo assim.
    A primeira aula é composta por um welcome, onde você conhece as regras do intercâmbio, da escola e da casa onde fica, um tour pelo centro da cidade pra conhecer algumas ruas, shopping, metrô e lojas, e o teste de nivelamento, Textbook, até agora não entendo o porque do nome, mas assim que chamam. No fim é um teste de aptidão pra saber em que nível cada aluno se encaixa. Como qualquer curso, eles separam os níveis pra não prejudicar os mais avançados. A NLZC, escola que estou, separa os cursos em Element, Pre-Intermediate, Intemediate e After Intermediate. Se o cara está mais que isso ele deve procurar fazer um curso específico num assunto e não simplesmente querer aprender inglês.
    No meu caso, fiz o teste escrito e redação e caí no Intermediate. Ou seja, dos 4 níveis, caí no 3º. Pensei, ou esse povo que vem pra cá estudar é muito ruim ou até que não estou tão mal. Vou na primeira opção. Comparando o que eu consigo falar, me expressar, e entender, estou bem avançado em relação a maioria que fez esse teste comigo, mas comparando com alguém fluente e nativo, estou bem longe de estar bem.
    Mas é fácil entender o porque do intermediário. Nova Zelândia, mais especificamente Auckland, está abarrotada de Orientais. É coreano pra tudo que é lado, chinês, japonês e a porra toda da Ásia. Os caras são muito inteligentes, mas não conseguem falar absolutamente nada. Pude constatar isso, porque na volta do almoço já tínhamos o resultado do teste e começamos as aulas de verdade hoje mesmo. É impressionante como a língua é muito diferente. Existe uma dificuldade enorme de falar qualquer coisa. Pra escrever e fazer exercícios em duplas são muito bons, mas pra falar inglês em público, no way… eles travam.
    Além disso, tem também os árabes, indianos e até russos. Parece que falam arrastado, como baianos com preguiça de conversar (baiano preguiçoso é um pleonasmo, como subir pra cima, entrar pra dentro (já falei que eu posso sim falar mal de baiano, pois sou um, mas só quem é um tem esse direito)).  E minha primeira professora é uma Japonesa, mas, incrivelmente mesmo ela falando um inglês não tão britânico, meio travado, foi a pessoa que mais entendi até agora aqui em NZ. Entendia naturalmente tudo que ela falava. Saí da aula muito feliz. Estou evoluindo, pensei comigo. Mas na volta, ao pegar o ônibus, vendo duas pessoas nativas conversarem, percebi que a coisa não está tão boa ainda.
    E, claro, tem os brasileiros… há não poderiam faltar. Logo de manhã, indo pra escola já vi dois no ônibus conversando. Na escola, mais alguns. Mas não são maioria, pelo contrário. Na minha sala tem de tudo, mas sou o único brasileiro, isso é bom. Brasil is good, I like a lot Kaka, dizia um coreano idiota que conheci. Aí vem um Japonês e fala a mesma coisa. Esses caras acham que aqui só existe futebol, tudo é futebol. Já estou me apresentando assim: “I’m Márcio, I’m Brazilian and, yes, I Like football, Kaka, Ronaldinho and any other fuck of known player soccer”.

  • Change of gifts in a Interchange

    Postado em January 7th, 2012 Márcio Pinheiro Ferreira 1 comentário

    Em todo intercâmbio que se prese é prática se levar algum presente para as pessoas que vão te acolher em casa (homestay), como costuma ser prática ganhar também presentes dessas pessoas. Sendo assim, não podia fazer diferente, e fui lá comprar meus presentes pra única pessoa que constava no documento ser a moradora da casa, Sra Delyse, 70 anos, aposentada. Pois bem, comprei chinelo Havainas com bandeira do Brasil e também comprei castanhas do Pará lá no mercado municipal.
    Ao dar os presentes aqui em NZ, vi que acertei em cheio o número e gosto. A mulher adorou e o chinelo, já até usou ontem o dia inteiro, e amou as castanhas. Pra todo mundo que ela me apresenta, conta que fui eu quem deu as castanhas (conhecido aqui como “nuts”).  Fiquei muito satisfeito, pois melhor que dar um presente, é dar um presente pra quem você percebe que adorou. Agradeço aos amigos da Cred-System que me ajudarem na escolha.
    Agora a segunda parte que costuma acontecer, aconteceu. Como está chovendo muito aqui, quase que sem parar (fica para uma próxima história), toda vez que ia sair, tinha que proteger os documentos, passaporte, cartões, essas coisas. Ela percebeu isso e meu deu de presente sabe o que? Uma pochete. Pra proteger da chuva e poder carregar os documentos sem o risco de perdê-los.
    Pochete é um negócio tão zuado hoje que nem o Word reconhece como palavra. Tive que ir ao Google pra aprender escrever de forma correta. Na hora em que ela me dava o presente fiquei tentando relembrar de todas as aulas de inglês que fiz se existia alguma forma de dizer a ela, mas de uma forma de educada, polida e que ela não ficasse chateada, que não queria o presente. Claro que não me lembrei de merda nenhuma. E tive que ficar com a porra da Pochete. Pior que agora toda vez que saio pra algum lugar (quando consigo sair, porque o raio da chuva tá foda), ela fica me olhando pra ver se não uso a presente.
    Vou ter que reparar no povo aqui como se vestem, como andam, seu estilo… vai que pochete aqui é a última moda do momento. Se for, fica faltando mesmo só comprar sunga de crochê, blaser de ombreira e os óculos new wave.  E vai também que dou sorte de encontrar o Beto Barbosa? Tomanocu…